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Não é qualquer “rapper” branco que tem moral pra fazer isso. Preciso praticar o truque com o boné!

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…fazem do Rapha um bobalhão!

Incrível como às vezes é difícil encontrar tempo pra si próprio, né? Ando mais perdido que filho de puta em dia dos pais. É uma loucura, tá mais feio que briga de foice no escuro.

Voltei à escola. Cansei de ser um analfabeto funcional, é complicado, mal consigo ler o nome do ônibus! E quando pedem pra eu assinar um documento, e levanto meu polegar, vergonhosamente, e digo que não sei escrever? Procuro sempre uma almofadinha de carimbo, ou por vezes rabisco com caneta Bic azul a ponta do meu dedão, e prego na folha. Cansei.

Depois que me tornei servidor público, percebi porque existe certo desprezo para com o usuário. Simplesmente somos confundidos com o tal estereótipo de vagabundo, e somos alvo de um rancor tão forte, que não dá nem vontade de fazer cocô. Juro, dá prisão de ventre se você for uma pessoa muito sensível. Mas com o tempo, assim como a mão do pedreiro caleja, você vai criando camadas, uma por cima da outra, que te levam a um distanciamento do público. Muito mais eficaz e educado que mandar o usuário à merda. E de brinde você ainda faz seu trabalho direito (OK, brincadeira, não é mais que a obrigação).

Mas nem só de trabalho vive um homem, certo? Fica a dica do dia…uma laranja irritante, pra quem ainda não conhece!

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OK, fiquem calmos, eu não estou bêbado (embora fosse conveniente dado o nome do blog).

Assisti este fim de semana o filme Transformers 2 -- Revenge of the Fallen, e fui buscar no Youtube alguns vídeos bacanas. Eis que encontrei uma pequena comédia. Acredito que já tenham visto o vídeo Evolution of Dance, certo? (foi visto mais de 135 milhões de vezes!)

Agora imagine o Optimus Prime, com todo aquele remelexo natural, fazendo o mesmo que o rapaz acima demonstrou. Pois é…

Se os Decepticons souberem desse vídeo, os Autobots vão perder um pouco a moral! =P

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O vídeo abaixo é um dos principais motivos do tópico no Twitter. Sinal de que não são poucas as pessoas que reprovam a maneira como pseudo-jornalistas conduzem programas de televisão!

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Se um homem sem carro é um homem sem pinto, então um homem sem fígado é um homem sem bolas.

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Antes Sol, do que mal acompanhado.

Obs.: retomando esta série de mínimas que eu mantinha na versão 1.0 do Papos de Boteco!

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Se esse cara não aprendeu isso com nossos senadores, não sei com quem mais!

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Continuando esta série de artigos, falo mais sobre os fatos que motivaram minha mente clara como a água.

Se tem uma coisa que criança sabe, é ser cruel. São seres horríveis e sem coração, que os pais amam e defendem com unhas e dentes. Juro que na minha infância, se eu tivesse a tendência a ser sociopata que tenho hoje, seria responsável pela maior chacina na quarta série do ensino fundamental, cometida por um menor de idade. Vestindo calças amarelas.

Mas a minha fazendinha de ódio pôde ser canalizada para projetos mais politicamente corretos, sem cabeças rolando e pais se lamentando. Pelo contrário, minha mãe até chorou algumas vezes. Não sou bom na análise de semblantes, mas eu ousaria dizer que as lágrimas eram de orgulho. Por ser motivo recorrente de chacotas, inclusive por preconceito linguístico, já que pro pessoal de São Paulo é super divertido caçoar o modo de falar de um nordestino, eu me ocupei a estudar. Bastante.

Por razões aparentes, eu não tive muitos amigos na infância. Pra ser sincero, fora meu amigo imaginário (que me abandonou), era difícil manter diálogos sobre cotidiano, e sobre metereologia com alguém. Na época eu não tinha o hábito de hoje: por vezes encontro velhinhos por aí e puxo conversa, na esperança de haver uma troca interessante de conhecimentos. A maioria das vezes me transformo no muro das lamentações da Previdência Social, e embora não seja uma atividade remunerada, gosto de pensar que cumpri com meu papel na sociedade.

De fato, eu gosto de ser o que sou, essa forma um tanto disforme e azul, uma nuvem de pensamentos aleatórios, porém límpidos, como a água. Mas…e o bambu?

Até o próximo capítulo!

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Há algumas semanas abri mão de minha moto financiada e passei a andar só de ônibus, como uma política de corte de gastos. O bacana é que posso dizer que fiz isso em nome do meio ambiente, por deixar de lado o transporte particular e usufruir do transporte coletivo. Fica bonito numa camiseta né?

Andando de ônibus esses dias percebi que o assento ao meu lado foi o último dos livres a ser ocupado. Costumo observar com riqueza de detalhes tudo que acontece ao meu redor, e nos dias seguintes percebi que não era um fato isolado, mas um padrão de comportamento dos populares em relação a mim.

Quando resolvi pintar meu cabelo de azul, tive algumas motivações. Uma era exteriorizar minha diferença, um pouco pra mim mesmo, um pouco pro resto do mundo. Outra motivação foi realizar um desejo de criança, encantado pelos desenhos animados e histórias em quadrinho. Mas a motivação que quero discutir aqui é particularmente uma das mais relevantes: a de realizar um experimento social.

Por um experimento social entenda que busco observar e registrar os dados obtidos, a partir das diversas reações das pessoas e das interações que tenho com as mesmas. Quando se trata de humanos, não podemos determinar um exato padrão, mas algo próximo a isso. No geral, posso concluir que as pessoas tem medo ou reservas em relação ao que lhes é estranho. Nada fora do comum, é fundamental pra nossa sobrevivência, e pensando bem, até eu me comporto assim às vezes, meio sem saber. Não com pessoas de cabelo colorido, mas com algumas pessoas muito normais. Pessoas muito normais são imprevisíveis, e essa característica me preocupa.

Uma amiga minha de cabelo rosa uma vez disse que um mundo de pessoas coloridas seria um mundo melhor, mais divertido. Eu estou inclinado a concordar com ela, mas é meio difícil as pessoas fazerem isso. O medo dos olhares recriminadores é mais forte que qualquer destes desejos.

Um mundo de diferenças, numa mistura heterogênea com um mundo de mesmices. É assim que vejo, mas por trás de uma lente multicolorida. É sempre mais divertido, você deveria experimentar.

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Após um pouco de minha ausência (muito conveniente, dado meu apelido de “Ausente” na república em que vivo), venho trazendo um pouco das vivências do Raphazul de metileno. Fatos que culminaram com a “clareza de minha mente”.

Estes dias estive relembrando alguns episódios de minha infância, que obviamente contribuiram para me transformar no  homem que sou. Enfim, obviamente traumas que me marcaram profundamente, cicatrizes!

Lembro da época em que vivia na cidade de São Paulo, era um garoto vindo do Piauí. Uma tia minha, 3 anos mais velha que eu, havia ganho um par de calças, que não servia para ela. Como a calça, sabe-se lá o motivo, era unissex segundo a visão de minha família, minha mãe me deu a referida pra ir à escola. Dizem, aliás, que pobre não troca de roupa, é a roupa que troca de pobre. Enfim, o fato crucial do relato é a cor da bendita calça: amarela. Que mãe sádica manda o filho pra escola usando calça amarela? Fiquei sendo chamado de Tiririca por semanas. Não que isso tenha sido muito ruim, afinal o cara era uma celebridade do caralho na época.

Foi muito difícil minha infância, ainda mais pelo fato de não ter uma Florentina pra me apoiar. Tive que me contentar com o apoio psicológico do meu amigo imaginário, que admito, não tinha muita intimidade comigo. Tentei melhorar meu relacionamento com ele, mas um dia acordei e ele não estava mais no quarto ao lado. Deixou um bilhete com os dizeres: “Hasta la vista, yellow pants”.

Após ser abandonado pelo único amigo que compreendia minha dor, procurei superar as adversidades da melhor maneira possível. E é exatamente por esse motivo que escrevo. Se não o estivesse fazendo, provavelmente estaria em algum cinema atirando nas pessoas com uma sub-metralhadora. Brincadeirinha gente, sou péssimo com armas de fogo.

Finalizando essa aleatoriedade sem sentido, peço sinceras desculpas pela demora. Nesse meio tempo tive tanto a dizer, porém minha síndrome de Dori (Procurando Nemo) me impediu de guardar estes pensamentos para reproduzí-los quando possível. Prometo a mim mesmo que serei mais atencioso com o Papos!

http://4.bp.blogspot.com/_JzAglwMLyuk/SYBP5PwNeyI/AAAAAAAAA-w/PKgPML0MvLk/s320/Dory.jpg

Obrigado pelo prestígio!

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