Arquivo da Categoria “Especial – Mente Clara”

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Continuando esta série de artigos, falo mais sobre os fatos que motivaram minha mente clara como a água.

Se tem uma coisa que criança sabe, é ser cruel. São seres horríveis e sem coração, que os pais amam e defendem com unhas e dentes. Juro que na minha infância, se eu tivesse a tendência a ser sociopata que tenho hoje, seria responsável pela maior chacina na quarta série do ensino fundamental, cometida por um menor de idade. Vestindo calças amarelas.

Mas a minha fazendinha de ódio pôde ser canalizada para projetos mais politicamente corretos, sem cabeças rolando e pais se lamentando. Pelo contrário, minha mãe até chorou algumas vezes. Não sou bom na análise de semblantes, mas eu ousaria dizer que as lágrimas eram de orgulho. Por ser motivo recorrente de chacotas, inclusive por preconceito linguístico, já que pro pessoal de São Paulo é super divertido caçoar o modo de falar de um nordestino, eu me ocupei a estudar. Bastante.

Por razões aparentes, eu não tive muitos amigos na infância. Pra ser sincero, fora meu amigo imaginário (que me abandonou), era difícil manter diálogos sobre cotidiano, e sobre metereologia com alguém. Na época eu não tinha o hábito de hoje: por vezes encontro velhinhos por aí e puxo conversa, na esperança de haver uma troca interessante de conhecimentos. A maioria das vezes me transformo no muro das lamentações da Previdência Social, e embora não seja uma atividade remunerada, gosto de pensar que cumpri com meu papel na sociedade.

De fato, eu gosto de ser o que sou, essa forma um tanto disforme e azul, uma nuvem de pensamentos aleatórios, porém límpidos, como a água. Mas…e o bambu?

Até o próximo capítulo!

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Após um pouco de minha ausência (muito conveniente, dado meu apelido de “Ausente” na república em que vivo), venho trazendo um pouco das vivências do Raphazul de metileno. Fatos que culminaram com a “clareza de minha mente”.

Estes dias estive relembrando alguns episódios de minha infância, que obviamente contribuiram para me transformar no  homem que sou. Enfim, obviamente traumas que me marcaram profundamente, cicatrizes!

Lembro da época em que vivia na cidade de São Paulo, era um garoto vindo do Piauí. Uma tia minha, 3 anos mais velha que eu, havia ganho um par de calças, que não servia para ela. Como a calça, sabe-se lá o motivo, era unissex segundo a visão de minha família, minha mãe me deu a referida pra ir à escola. Dizem, aliás, que pobre não troca de roupa, é a roupa que troca de pobre. Enfim, o fato crucial do relato é a cor da bendita calça: amarela. Que mãe sádica manda o filho pra escola usando calça amarela? Fiquei sendo chamado de Tiririca por semanas. Não que isso tenha sido muito ruim, afinal o cara era uma celebridade do caralho na época.

Foi muito difícil minha infância, ainda mais pelo fato de não ter uma Florentina pra me apoiar. Tive que me contentar com o apoio psicológico do meu amigo imaginário, que admito, não tinha muita intimidade comigo. Tentei melhorar meu relacionamento com ele, mas um dia acordei e ele não estava mais no quarto ao lado. Deixou um bilhete com os dizeres: “Hasta la vista, yellow pants”.

Após ser abandonado pelo único amigo que compreendia minha dor, procurei superar as adversidades da melhor maneira possível. E é exatamente por esse motivo que escrevo. Se não o estivesse fazendo, provavelmente estaria em algum cinema atirando nas pessoas com uma sub-metralhadora. Brincadeirinha gente, sou péssimo com armas de fogo.

Finalizando essa aleatoriedade sem sentido, peço sinceras desculpas pela demora. Nesse meio tempo tive tanto a dizer, porém minha síndrome de Dori (Procurando Nemo) me impediu de guardar estes pensamentos para reproduzí-los quando possível. Prometo a mim mesmo que serei mais atencioso com o Papos!

http://4.bp.blogspot.com/_JzAglwMLyuk/SYBP5PwNeyI/AAAAAAAAA-w/PKgPML0MvLk/s320/Dory.jpg

Obrigado pelo prestígio!

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Eis que chega o TUSCA. Um brilho de insanidade na miúda rotina sancarlense, o sopro de vida tão esperado pelos estudantes - sopro cheirando a álcool, e ainda assim, e mesmo assim, estonteante. Ante a postura pseudo-conservadora destes que aqui vivem. Antes lá que debaixo de meu próprio nariz. Ver bundas na TV tudo bem, mas ao vivo, é meio complicado.

E cá estamos, catando as latinhas e contando nossos lucros, contando nossas histórias. Fico por aqui, sem fundamento, sem base, sem lógica. Apenas ponto final.

CAASO XUPA !

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