Arquivo de maio 2010

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Curioso como o mundo funciona (ou não). Alguns pequenos dramas do dia-a-dia acabam passando desapercebidos, não falamos muito sobre isso. Com muito sofrimento eu sobrevivi a poucas e boas, e aproveitando este espaço, vou compartilhar tudo com vocês (menos a seringa).

A ocorrência é comum. A menos que você seja um Cylon ou um Transformer (aquele sem pipi, do filme), uma hora vai precisar ir ao banheiro. E se há um banheiro público, vale o que diz o velho deitado: quem não tem cão, caça com espingarda. Eu sempre respiro fundo antes de entrar, pra oxigenar bem o cérebro, pois nunca se sabe quão tóxica pode estar a atomosfera do ambiente. Pois bem, entrei num banheiro público. E infelizmente tive a certeza de que o vaso sanitário é uma espécie de Kinder Ovo. A diferença é que a surpresa nesse caso nunca é agradável.

Regra básica de sobrevivência em banheiros públicos: evite ao máximo privadas com a tampa abaixada. Se alguém abaixou, é porque o que está lá dentro é digno de roteiro de filme do Hitchcock. Chances até de existir alguma forma de vida alienígena lá dentro.

Muito tenso viver em sociedade, de forma civilizada. Seria tão mais simples eu ir até uma moita, e me aliviar conforme a natureza pede. A natureza não faz um animal sair procurando um banheiro, com a patinha segurando a bunda. Ele faz quando tem vontade, e onde está mesmo.

Quando eu for presidente desta merda de país, anotem: vou liberar cagada em qualquer lugar, e não mais somente na Câmara.

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A essência do Papos de Boteco, se é que esta existe, é a aleatoriedade. Não é nada perfumado e suave, como o papel higiênico Neve. Aliás, a possibilidade de falar qualquer merda, salvo melhor juízo, torna a ideia muito atraente.

Mas boteco sem presença feminina não é a mesma coisa. Eis que a mineira Érica, aleatória alma dotada de um admirável senso de humor, e sarcasmo natural, aparece em meio à nuvem da twittosfera. Quando vejo isso nas pessoas, procuro incentivar. Sim, eu incentivo o que há de pior nas pessoas. Sou Dalai LHAMA, só que ao contrário. E mais bonito.

Agora que apresentei a moça, prossigo com a programação normal.

Estas últimas semanas foram revolucionárias. Sempre acordei em cima da hora pra ir ao trabalho, acordava pregadão (na moda Jesus Cristo), e chegava atrasado. Como a técnica do teletransporte ainda não foi dominada por mim, e sou peão da burocracia, meus atrasos resultaram em imagem profissionalmente negativa. Ou seja, me achavam um vagabundo do caralho, por causa de 10 minutinhos de atraso. Resolvi deixar a paralisia matinal de lado, e como um self-milagre, passei a acordar bem cedo, e chegar ao trabalho até 1 hora antes do expediente.

Estou bem perto de uma promoção. Estão oferecendo bolsas 100% no CCAA. Vou dar uma ligadinha lá, nunca se sabe.

Tenho tido bastante contato com advogados, e realmente, aquela velha frase tem validade: “Médico acha que é Deus. Advogado tem certeza”. Sem brincadeira, eu não estava nem 15 minutos junto a um advogado, e ele já estava discutindo a penhora dos meus bens. Fiquei aterrorizado, e não vou chamar mais ninguém de meu bem, senão perco minha família e amigos nessa onda.

Antes que eu fale de unicórnios, juventude da Hebe e título da Libertadores para o Corinthians, melhor ir nessa. Até a próxima, botequeiros! (e não leia rápido demais, mastigue bem as palavras antes de engolir)

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Esse blog acaba de ganhar um toque feminino, afinal, o que seria de um boteco sem a maravilhosa existência da mulher? Nada. Cheguei pra abalar, e não sei se isso é positivo, mas é fato. Aproveitando que é minha primeira postagem, vou aos cumprimentos e farei minha apresentação. Meu nome é Érica Lopes e tenho 18 anos, aliás, teria se estivesse viva. Um dia, viajando de primeira classe em um dos aviões da Gol, tive o azar de estar no lugar certo, na hora errada: o avião caiu em um local dominado por canibais e foi aí que eu virei petisco. Agora, voltei para atormentá-los, mande o link desse blog para 587 pessoas ou a próxima ‘porção’ que você pedir em uma mesa de boteco virá com deliciosos pedaços humanos.

Nascida e criada em Minas Gerais, não sou do tipo ‘come quieto’, como são rotulados os mineiros. Acho que sou uma aberração até. Eu gosto é de extravasar, e não, não tem dedo de Cláudia Leitte nisso. Eu também não sou de falá as coisa iguar aquê povo da roça, sabe sô? Mió que tá tenu é usá o português certim, igual os povo da capitár usa. Tamém num gosdijuntá as palavra. Tive uma infância desprovida de maldades. Dançava e cantava ‘É o Tchan’ como quem curte uma música gospel. Nunca vi nada demais em ‘ela fez a cobra subir’. Eu era uma menina bastante ingênua, admito. O que não fui capaz de aprender nessa época, a adolescência me ensinou. Sabe aqueles amiguinhos que se sentem ‘os tais’ por fazerem piadinhas de duplo sentido com você? Pois é, quem nunca teve uma turma recheada deles que solte o primeiro pum. Mas também, o que se poderia esperar vindo isso de homens? Graças a essas ‘amizades’, aprendi a ficar esperta. Fui treinada pelo inimigo e, a partir de então, nunca mais caí em suas piadas, muito pelo contrário, os faço capotarem nas minhas.

Meu amor pelo português também tem seu mérito. E esse português não usa bigode, nem vai pra suruba com ‘marias’. Alguns o chamam de Aurélio, mas acho que isso é uma limitação. Só ‘Aurélio’ não define o meu amor. Não vou negar que ele, por muitas vezes, me serviu pra algumas rapidinhas no meio de muitos trabalhos, me disse duramente o que eu precisava saber, algumas vezes foi até enigmático (me explicando coisas sem realmente explicar), mas isso é bom, um ar de mistério no romance. Por muitas vezes ele não conseguiu atender minhas reais necessidades e nem satisfazer minhas loucas curiosidades, tentei ser amante do espanhol e do inglês, mas essa atração por meu tão amado português é mais forte que eu, então acabo como ‘mulher de malandro’, apanho, mas volto para seus braços.

Há quem diga que possuo a inocência de uma criança, digna de ter um unicórnio na minha garagem. Há quem diga que sou gelada como um iceberg, digna de destroçar Titanic’s. Há quem diga que sou engraçada como uma palhaça, digna de um Zorra Total. Há quem diga que sou uma boa ouvinte, digna de atendimentos de telemarketing. Mas, quer saber? Vocês me conhecerão melhor com o passar do tempo… e a única coisa que realmente vai passar aqui, comigo, é o tempo.

Essa coisa que dizem que lugar de mulher é segurando um ferro de passar e pilotando um fogão não tá com nada. Hoje estou aqui pra provar que mulher também teu seu lugar numa mesa de boteco, com papos tão bons (pra não dizer melhores) que os de homem. E numa vibe super coordenada sindética conclusiva, me despeço desse nosso primeiro encontro. Um brinde a mais nova freqüentadora dessa mesa! E amigo, pode fechar a conta.

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