Ouvi muitos conselhos, de pessoas importantes pra mim. Elas me orientaram a seguir um bom caminho, endireitar. Sabendo de tudo isso, fiz exatamente o contrário: me inscrevi para uma oficina de Introdução à Redação de Humor.
Não sou um primor na escrita, aliás não sou primor em quase nada. Exceto em video-games, que confesso, é meu forte. O fato é que meu interesse pela leitura vem e vai, mas meu interesse em escrever sempre existiu. Desde o dia em que fiz uma porcaria de história em quadrinhos nas férias escolares, e tive um público memorável: meu irmão.
A ideia da oficina é bem interessante, achei proveitosa. Vou estudar alguns dos escritores brasileiros de textos humorísticos, do tempo em que Chico Xavier psicografava a cola da prova de Matemática. Não é pouca bosta não.
O humor é um negócio engraçado, perdoem a redundância. Tem gente que faz humor com tanta naturalidade, parece que nasceu praquilo, assim como a Carla Perez nasceu pra ser uma bunda. Não que desaprove a bunda de Carla, pelo contrário, engrosso, e endosso a importância de tal símbolo do erotismo e da fauna brasileira, da época dos shortinhos de bolinhas coloridas e cabelos esvoaçantes.
Fato é que meu passado teve seu brilho, e meu presente é um tanto fosco, tosco. É fosco porque não costumo polir meu ego com a frequência que deveria. Acabo me rendendo às frivolidades. Tem gente que chama isso de preguiça. Eu chamo de falta de vergonha na cara, vagabundagem.
Mas como uma vagabunda que gosta de apanhar, eu vou, mas volto, querendo cada vez mais. Estou trilhando meu caminho, não o melhor, nem o dito comum, mas meu próprio. Vou como o beija-flor às avessas, de bar em bar, de mesa em mesa, analisando e esmiuçando com humor tudo a meu redor.
Portanto fica a sugestão: me chame de Isabella e me jogue da janela.

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Ahhhhh, que gay, bella!!
hauiahiuahaiuhaiuahiua
muito massa!